ORIENTAÇÃO POSTURAL
OBJETIVOA COLUNA VERTEBRALPREVENÇÃO NA INFÂNCIAVÍDEOS SELECIONADOSPOSTURAS ADEQUADAS E INADEQUADASCIRCUITO: MOVIMENTOS PREVENTIVOSCONTATO E CLÍNICA
A COLUNA VERTEBRAL

 


ALERTAS FUNCIONAIS DE QUE ALGO NÃO VAI BEM COM A SUA COLUNA:





O primeiro alerta funcional é o desconforto postural.

Este desconforto pode ser observado quando ficamos muito tempo digitando, por exemplo, e começamos a sentir a necessidade de apoiar demais nos cotovelos ou nos punhos (que devem ficar livres para a função da digitação) ou mesmo quando inclinamos o corpo à frente retirando as costas do conforto do encosto da cadeira ou quando mudamos toda a hora o quadril de lugar.

O segundo é a irritabilidade.

O terceiro alerta é o desconforto local em forma de "tensões" na região de sobrecarga (lombar ou ombros). São áreas de rigidez e de "endurecimentos" muito visíveis quando vamos fazer atividades de alongamento muscular.

O quarto momento já não é um alerta - é um sintoma: a dor.

Ela aponta que já ocorreu algum dano tecidual e pode surgir como "fisgadas", "pontos de dor" ou "formigamentos".

Quando a dor aparece e desaparece com o repouso - é sinal que podemos investir na mudança dos hábitos e que o nosso mecanismo de defesa fisiológico está funcional e pequenos cuidados devem ser sustentados até ficarmos sem dor alguma por, no mínimo, três semanas.

Quando a dor não desaparece com o repouso e apenas diminui de intensidade: procure o médico imediatamente!

O corpo indica que já está sofrendo pois toda a dor é um sinal de dano tecidual.

Mais tarde, a dor se intensifica criando um círculo vicioso entre desconforto - angústia - irritabilidade - ansiedade - dor - mais angússtia - mais desconforto - mais irritabilidade ...



COMO PREVENIR A DOR

A noção de prazer, conforto corporal, respiração livre e disposição física devem existir para que possamos observar o primeiro alerta funcional que é o desconforto postural.

Evite a má postura e o sedentarismo.

O lazer é fundamental. Ter um hobby prazeroso: essencial.

Dormir bem é a base de qualquer tratamento de dor.





FASES DO TRATAMENTO DA DOR PELA FISIOTERAPIA


1º ETAPA: Sair do quadro de dor intensa e de perda funcional progressiva através da reeducação e do tratamento fisioterapêutico.

2º ETAPA: Diminuir progressivamente a dor enquanto aumenta a amplitude de movimento relacionado à perda funcional específica.

3º ETAPA: Nos casos crônicos, onde o padrão gestual já foi alterado, observe se a limitação funcional é maior ao final do dia (movimento provocando a dor - aumente sua atenção aos maus hábitos funcionais) ou se a dor é pior pela manhã, ao acordar (sinal de processo inflamatório, que melhora com o passar do dia, devido ao aumento da circulação no local). O tratamento no segundo caso deve ser acompanhado pelo médico pois necessitará de ajuda com antiinflamatórios locais ou sistêmicos.

4º ETAPA: Retorno às atividades e funções de forma progressiva, segura e sem dor.

5º ETAPA: Manutenção do gesto funcional e sem dor por tres semanas seguidas (remodelagem do colágeno).

6º ETAPA: Prevenção através da organização favorável dos hábitos diários, construindo uma rotina saudável e com maior consciência corporal.



O SEDENTARISMO E A INATIVIDADE

Podemos ser ativos e sedentários ao mesmo tempo.

O que faz sair do sedentarismo é a utilização dos grandes grupos musculares.

Utilizando-os, alcançaremos uma capacidade cardiorespiratória e vascular mínimas para não envelhecermos precocemente e vivermos sem dor.




A DOR DA COLUNA LOMBAR




A coluna lombar é composta por cinco vértebras e é capaz de realizar os movimentos de flexão ("dobrar a frente") e extensão ("dobrar para trás") e trabalha de forma coordenada com os movimentos do pescoço.

Os movimentos da cabeça e dos olhos geram estímulos labirínticos que são constantemente ajustados por nossos músculos espinhais (ao lado da coluna). 

A posição da cabeça em relação ao quadril é fundamental para mantermos menor carga nos discos intervertebrais lombares.

Veja como é
maior a pressão sobre a coluna lombar quando avançamos a cabeça à frente do quadril:





Fonte: Livro Biomecânica Ocupacional - Editora Ergo Ltda.


Para compreender porque é tão comum hoje em dia a dor na região lombar é preciso conhecer os fatores que interferem na liberdade da articulação sacro-ilíaca.
É nela que acontecem os movimentos de caminhar, subir e descer rampas e escada, saltar, equilibrar-se em um só pé, etc.


A articulação sacro-ilíaca é a articulação que envolve o osso sacro (triângulo final da coluna) com os dois ilíacos (ossos da bacia).

Ficar muito tempo em pé ou assentado faz o quadril ficar "rígido" e prejudica o movimento dissociado dos ossos do quadril, prejudicando a mecânica da coluna lombar.

Andar todos os dias ajuda a manter essa articulação livre.

É comum encontrarmos protusões discais lombares e diminuição dos espaços articulares nesta região.


Um teste simples de fazer para saber se a nossa carga está sendo distribuída corretamente na coluna ou estamos com a lombar instável é tentar equilibrar-se em apenas uma perna, como um "Saci-Pererê".


Teste seu equilíbrio.

Se conseguir ficar sem balança, sua carga está sendo dirigida corretamente para os pés e pernas: parabéns!

Se você balançar muito é sinal que seu peso está ficando nas costas e prejudicando o seu equilíbrio: cuide-se!

Evite nesse teste cometer o erro e dobrar a perna e deixar o joelho para frente da outra perna. O joelho deve ficar atrás ou ao lado do quadril de apoio.

 

Quando o nervo que sai pelos forames ("furinhos laterais da coluna") está comprimido ele provocará uma dor irradiada, primeiro para as nádegas, depois para a lateral da coxa e, que, mais tarde, poderá chegar até o dedão do pé. Este é o quadro que chamamos de "ciatalgia", ou, " dor no ciático".
Sensação de "formigamento" ou parestesia poderão ser sintomas da compressão do ciático.


Área de dor do nervo ciático.

Evite todo o movimento que produz o aumento quantitativo da dor lombar e/ou irradiações (no sentido do tronco para os pés ou do tronco para a periferia do corpo).

Tente descobrir o que você faz de errado no seu dia-a-dia observando as imagens da sessão  "Posturas Adequadas e Inadequadas".



2- A DOR DA COLUNA CERVICAL



É considerada uma das piores dores.

Os clientes referem-se a ela utilizando adjetivos como: "alucinante"; "desesperadora", "desorientadora".
Relatam um mal-estar importante, que, em alguns casos, chega a causar vômitos, vista turva e cefaléias.
É importante lembrar que a cervical inerva músculos que chamamos de "qualitativos": de muita sensibilidade.

Didaticamente, dividimos a cervical em cervical alta (C1-C2) e cervical baixa ( C3-C4 -C5- C6- C7).
Problemas compressivos na cervical alta podem gerar dores na região frontal (testa) parietal (topo da cabeça) e no occiptal (nuca).
Problemas no eixo da cervical baixa geram estímulos dolorosos, parestésicos ("formigamentos" ,dormências) na região lateral do pescoço, nos ombros e irradiações para os braços e mãos.

Observe o quadro e perceba o trajeto da dor.

Pessoas que apresentam torcicolos frequentes devem procurar prevenção pois eles geralmente indicam problemas na coluna cervical.

Problemas da ATM (articulação têmporo mandibular), assimetrias de focos visuais (miopia, astigmatismo, hipermetropia, estrabismo, não corrigidos e cataratas), má oclusão dentária e sinusite muitas vezes estão associados aos desvios cervicais podendo intensificar os sintomas e o desconforto.


3- A DOR DA COLUNA TORÁCICA



Geralmente a coluna lombar protege a torácica e esta é uma área difícil de ser acometida devido ao gradil costal que cria um anel protetor.
Quando surge uma dor de coluna na região torácica devemos observar as outras duas curvas: lombar e cervical.
Outras dores torácicas, irradiadas para o braço, podem revelar sintomas de acometimento cardíaco ou da vesícula biliar.
Caso
sua dor não cessar, mesmo você mudando a posição do corpo (sentado ou deitado, por ex), vale a pena procurar um médico, pois
todas as dores de origem biomecânica devem ceder em posições onde não há sobrecarga gravitacionária.




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